RAIN IS FALLING LIKE RHINESTONES FROM THE SKY (...)IT'S PART OF THE NOISE WHEN WINTER COMES.

27/05/2012

cabô o amô, cabô

daqui
Me sinto incrivelmente vazia e desmotivada. É decepcionante ter que dizer que a blogosfera não se apresenta mais tão interessante para mim. Pela primeira vez em 3 anos eu quase não tenho blogs para ler. Claro que blogs existem aos montes, mas são poucos, bem poucos, aqueles que lembro de visitar sem precisar olhar o link, aqueles que me dão calorzinho no peito, sabe? Isso me deixa triste para caramba. Justo eu, que sempre fui apaixonada por essa parte da internet, sempre me pegava pensando: poxa, quantos blogs maravilhosos existem por aí que eu ainda não conheço? Hoje não sinto assim. Penso que quanto mais eu fuçar, mais coisas desinteressantes eu vou achar. Não tô dizendo que a maior parte da blogosfera é atualmente feita de lixo, claro que tem muito blog ruim por aí, e seria hipocrisia minha dizer que não, mas “ruim” não quer dizer necessariamente o oposto de “bom”. Quer dizer desinteressante para mim. O que pode não ser para outras pessoas. Nesse desinteressante também acrescento inexperiência de quem escreve, diferenças de gostos culturais, falta de sentimento blogueiro e gente que só quer um número de seguidores acima de três dígitos. Enfim, motivos e conceitos para o meu sentimento de blogosfera desinteressante existem aos montes, mas esse não é o problema aqui. O verdadeiro problema é a solução que eu não tenho, para desmanchar esse bode. 

Já faz um tempo que ando pensando cá com meus botões e zíperes (essa palavra fica bonitinha no plural, hein?) que talvez eu realmente esteja passando por uma bad super super bad fase, porque, gente, tá tudo tão complicado! Não tô escrevendo direito, não tô lendo direito, não me satisfaço com nada, troco de layout todo dia (e continuo não gostando)... Sério, não tá fácil. E apesar disso, me recuso a pausar o blog, inclusive nunca consegui fazer isso. E olha que eu já tentei: lá nos primórdios da minha iniciação por essas terras de bloggeres e wordpresses (gostei do plural assim, haha), eu já quis parar o blog só para colocar um aviso de volto já. Porque eu era uma adolescentezinha sem vergonha e sem miolos. Eu queria ser cool. Mas não me pergunte por que eu achava um blog pausado algo cool

A questão é essa: tô de bode com a blogosfera, mas nutro um carinho tão grande por isso aqui, que me recuso a sair fora. Nunca acreditei no tal vamos dar um tempo. Se alguém tiver uma sugestão, ou se já passou por isso, singelamente, sou toda ouvidos/olhos. Eu, do lado de cá, vou continuar fuçando por aí, olhando a lista de links dos blogs onde caio, pulando de página em página... que é para ver se esse ebó larga de mim. Blogosfera, vou te vasculhar toda, todinha. Que final obsceno, haha.

20/05/2012

pela banalização dos sentimentos singelos


daqui

Então eu disse aquelas três palavras. Acordei no súbito de dizê-las. Não, não, eu te amo não. Essas não. Essas estão sujas, manchadas, batidas e surradas. Apanharam tanto que nem sei. Pularam de tantas bocas para tantas orelhas que perderam o sentido, ficaram impessoais, ficaram distantes, frias. Eu falei “eu gosto de você”. Assim, muito mais carinho e gentileza que amor gigantesco e inabalável. Mais simples, mais perto, mais humano. Cabe na mão, no bolso e no coração. Eu gosto de você. É sincero, perceba. Eu te amo já foi dito tantas vezes que perdeu a razão, e para mim, é agora sinal de coisa dita sem pestanejar. Coisa de quem não preza sentimento e desperdiça. 

Sem contar que bradar eu te amos ao vento assusta. Pelo ímpeto e pelo exagero. Não que eu não acredite no amor. Sou humana, sou gente, eu sinto, então acredito que ele exista. Só sou dessas que pensa que ele não chega à primeira semana, depois de meia-dúzia de SMSs. Amor é desses que cresce com o passar do tempo, da paciência, da amizade, da gentileza, do superar obstáculos, do aceitar defeitos e continuar querendo estar perto. Eu prefiro o singelo eu gosto de você porque diz o que tamborila aqui dentro sem engrandecer o que talvez não seja, entende? Diz o que eu quero dizer, mas não inventa e pode acabar, pode mudar, pode crescer ou retroceder. Eu gosto de você prende ao mesmo tempo em que liberta. Eu sou livre, mas penso em você todos os dias. Eu gosto de você não tolhe a liberdade que uns tanto gostam. Eu gosto de você aconchega o sentimento de alguns que preferem o sábado a noite jogando vídeo game, vendo filme. 

Há quem diga que optar pela versão genérica do eu te amo não faz justiça a enormidade do sentimento. E eu dou risadas internas diante disso. Não por zombaria, e sim por ingenuidade, porque a gente não sabe, no fim das contas. Como se mede o tamanho do sentir? Será que alguém se acha no direito de ter essa resposta? De saber exatamente o tamanho daquilo que sente? Eu mesmo nunca poderia saber. Porque quando eu sinto, eu gosto de você vale tanto quanto milhares de eu te amos acompanhados de serenatas regadas a flores&chocolate. Eu me permito à soberba de afirmar que quando digo essas três palavras simples – eu gosto de você – estou dizendo que passo meus dias gastando meus suspiros e as batidas do meu coração por você. Para você. 

É só acreditar, eu gosto de você é o novo preto.

11/05/2012

só me faltam os diamantes

Gabriela in the sky: segunda rodada dos céus da(s) minha(s) janela(s). 
Preciso dizer que realmente gostei de tentar capturar o que eu vejo daqui, porque vira e mexe esse céu tá lindo, e essa foi uma semana de espetáculos. Por mim, passava o dia inteiro fotografando os céus por aí, mas vamo pagar de louca tirando foto de urubu no meio da rua, né?

Escureci um pouco para 'esconder' as casas alheias.
Essa foi da janela do quarto. Achei tão linda!
E aquele rosa do cantinho não é coisa minha, foi coisa da câmera.
Essa não tem efeito, mas deveria ter.
Também não tem efeito. E mais ao fundo ficou parecendo uma favela Oo'
(desculpe a filha-da-putice nesse comentário).
Essa eu também escureci um pouco, mas ainda dá para ver aquelas "bolinhas naturais" que aparecem na foto
quando a luz encontra a lente (eu acredito que seja isso e não sei se isso tem nome.)

Estou longe de ser profissional e ainda não tenho isso como hobby, mas fotografar é mesmo uma coisa de Deus, gente! Bate aquela emoção quando você redireciona seu olhar e encontra aquele quadro que merece uma moldura (que rebuscada!)... Terapia para um olho cansado de tanta arte louca que a gente vê por aí. (:

05/05/2012

perdendo neurônios

daqui
Eu ansiava por ser uma blogueira livre e desimpedida para postar o que eu quisesse, quando quisesse. E ansiava ainda mais por SENTIR que eu sou uma blogueira livre e desimpedida para postar o que eu quisesse, quando quisesse. Queria tanto ser como tantos, que publicam fotos que tiraram, achados legais na vida real ou na virtual, desenhos que fizeram, um cd que ouviram, um livro que leram, um filme que viram, um pensamento maroto que pirlimpimpiou nas suas respectivas cabeças criativas... 

E eis que consegui. Cá estou eu, há algum tempo, publicando exatamente essas coisas que eu achava que faziam de um blog um lugar realmente pessoal. Que bom. Que bonito. Voltei mundo blogueiro. Ultimamente, tenho postado o que me dá na telha (admito o saldo devedor para visitas e respostas de comentários) e estou satisfeita com isso. Ér. Estava. Eu explico: enquanto pensava justamente isso – que agora sou blogueira livre – me dei conta de que sendo livre, deixei de ser literária. Então como é? É aquela história de plantar uma árvore em frente à janela: você ganha sombra, mas perde um pedaço da paisagem? Faz um tempão que não escrevo os chororôs de antes, com toda aquela melancolia de inverno, como fiz durante, praticamente, esses 3 anos. Não consigo mais enfeitar pro lado do frio o que ando sentindo, porque olha, em nenhum momento deixei de sentir. Creio até que pelo contrário: ando sentindo muito, tanto que transbordo e alago a escada de casa e as ruas da cidade. Então por que parei? 

Filosofia de Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? (ou qualquer outro desses livros de autoajuda para casais, se é que posso chamar assim): mulheres não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo (ou serão os homens? Não lembro direito). Então, se comecei a postar fotografias do céu, o cd de Anberlin que gosto e as garatujíssimas do paint (inclusive tem um monte delas que quero postar aqui), não conseguirei mais falar dos meus sentimentos daquele jeitinho piegas e meio sombrio (insisto nesses termos sombrios e melancólico porque foi que assim descreveram meus textos uma vez. Eu concordei, eram assim mesmo.) de antes? Confesso estar com medo, aflita e pensativa level ET-Alfa sobre o assunto. Estou com medo de perder meu lado que quer ser o Caio Fernando Abreu encarnado. De repente é só mais um dos meus dramas, vestido n’outra roupa, mas ainda assim me sinto ameaçada. Essa é a palavra. Ameaçada. Por mim mesma, por meus próprios quereres. Mas não é sempre assim? Somos ameaçados por nossos próprios quereres. E aquele meu plano de me recusar a morrer sem escrever um livro? Quén Quén Quén Quén Quéééén. 

De repente, foi só o meu jeito de escrever que mudou. De novo. Amadureceu? Creio que não seja isso. Talvez tenha mudado mesmo, por influência de blogs que ando lendo e da vontade de me mostrar mais na primeira pessoa. Talvez. Tudo é um belo e incômodo talvez. Caracterizo como medo (idiota e bobo) de perder minha essência. Isso realmente me soa muito idiota e bobo. Mas funciona bem. 

Vai ver não mudei nada. Vai ver só comecei a sentir medo de mudar alguma coisa.

01/05/2012

adeus, fraldas!

O 187 tons de frio completa 3 anos. Digam: Happy B-Day!!!!

Hoje faço 3 anos. Adios, vou pro peniquinho. - disse o blog, num acesso de adultice.

29/04/2012

even if I am rainy,

nos domingos tediosos, costumo brincar no paint. /mentira, foi só dessa vez.

remember my sunny side ♪♪ agridoce


 
187 TONS DE FRIO, SINCE 2009. "INVERNO É TUDO O QUE SINTO. VIVER É SUCINTO."